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Pederneiras - 4 DE SETEMBRO DE 2010
 
11 DE MAIO DE 2010
"Estudar faz bem à saúde"
Cada vez mais são apresentados estudos provando cientificamente que estudar faz bem à saúde.

Fonte: Jacqueline Lima Dourado
Cada vez mais são apresentados estudos provando cientificamente que estudar faz bem à saúde. Cientistas afirmam que quando estudamos aumentamos a nossa memória, ativamos o nosso poder de concentração e ainda por cima adicionamos e incrementamos a nossa capacidade de aprender. Ou seja, quanto mais estudamos mais facilitamos o aprendizado. Quanto mais usamos o nosso cérebro, melhor ele funciona e mais protegido está de doenças e de degeneração. E já que se malha tanto o físico é preciso também malhar o cérebro para não atrofiar. Trabalhos intelectuais consolidam e formam novas conexões entre os neurônios, é o que chamamos de sinapses.
Deixando um pouco de lado as ciências biomédicas o que se tem verificado é o número cada vez maior de pessoas que finalmente descobriram que uma graduação não é o fim do banco de escola, mas o começo de uma formação humanística que nunca deve terminar. Contudo, ainda escuto muitos discursos pífios em formaturas onde dirigentes afirmam aos estudantes que estes chegaram ao final da jornada, ledo engano. Não se pode parar de estudar jamais.
Fico triste quando vejo alunos que gastam fortunas dos pais achando que a formatura da graduação é o gran finalle. Menos de seis meses depois eles reaparecem tristes e deprimidos acompanhados das dívidas do clube, baile, banda, vestido 1, vestido 2, vestido 3, anel, placa, álbum de fotografia, convites e aula da saudade em buffets o que considero um absurdo e exploração.
Aparecem assim, como se acordassem em uma tremenda ressaca moral e descobrem que não aprenderam tudo que deveriam ter aprendido. Vêem-se desempregados. Essa realidade é muito triste e corriqueira alimentada pela indústria da formatura que oferece o glamour efêmero a qualquer preço. São poucos os alunos que gastam dinheiro com livros, mas ainda no primeiro semestre fazem poupança para a formatura.
Se os pais gastassem menos na formatura dos seus filhos e investissem mais na formação em forma de livros e cursos complementares ou na pós-graduação com certeza ficariam mais realizados ao longo do tempo e não teriam suas parcas economias corroídas.
Estudar é pré-requisito para o conhecimento e conhecimento é a forma de poder da sociedade da informação. Hoje não temos mais alternativa, para quem quer entrar no mercado ou permanecer nele tem que ser bom e para ser bom tem que estar preparado. Tem que estudar.
Aqui no Piauí, cada vez mais surgem cursos de pós-graduação lato senso e stricto senso. Explicando lato senso são os cursos de pós-graduação ao nível de especialização, MBAs e atualizações. Já os stricto senso são os mestrados doutorados. E por que fazer todos estes cursos? Primeiro para entrar e permanecer no mercado e segundo porque é sempre bom aprofundar conhecimentos.
Até alguns anos atrás bastava a graduação. O mercado abrigava e oferecia ótimos salários bastando para isso ser formado em algum curso. A realidade hoje é outra. Cada vez mais as pessoas têm acesso à graduação e cada vez mais o mercado exige profissionais com um ótimo nível de excelência.
As pós-graduações existentes no mercado oferecem algumas vantagens: primeiro mantém o egresso das faculdades atualizado; segundo é sempre uma vitrine para mostrar que o aluno mesmo formado está em contato com visões contemporâneas da sua área; terceiro é o primeiro passo para a entrada no mundo da pesquisa científica.
Portanto graduar-se é muito bom, mas melhor ainda é estar em constante formação com o corpo livre e a mente aberta para os novos desafios que a sociedade globalizada impõe. Estudar é conhecer novos mundos que se abrem ou como dizia o professor Paulo Freire que afirmava que "estudar não é um ato de consumir idéias, mas de criá-las e recriá-las". Mas o melhor de tudo mesmo é liberdade que só o conhecimento e a informação nos proporcionam. Ser informado é ser livre.

*Jacqueline Lima Dourado é formada em jornalismo, especialista em Teorias da Comunicação e da Cultura, Mestre em Comunicação e cultura e doutoranda em ciências da comunicação.


    
 

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